até que um choque asteróide

...abrevie a humana demência
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alma


verto sangue como lava do vulcão de minha carne
lágrimas quentes derretem os castelos de areia
que um dia chamei de sonhos

sinto-me enforcar e sufocar pelas mesmas tranças
de cabelos lisos que adornavam minhas fantasias
olho nos teus olhos que já foram amantes...
de onde vieram tanta indiferença e desprezo?

sinto-me tentar a morte, ao deitar-me no leito frio
quero gelar-me com ele e partir-me em dois como nós partimos
mas o calor de tua lembrança ainda queima sem me aquecer
mantém-me vivo apesar do frio, desperto apesar da dor

sinto-me oprimir a rotina, os dias que passam sem passar nada
repito compulsivamente um ritual mecânico
repito compulsivamente um ritual mecânico
para convencer-me de que não tenho alma



Reflexos:
aham..
és um desalmado.
apenas teu poema tem alma.

 
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